“Pelo menos ele está vivo.” Quando o pouco alívio ainda é sofrimento.

Quem convive com um dependente químico aprende a medir o tempo de uma forma diferente. Dias em que ele volta para casa são dias de alívio. Telefonemas atendidos já são uma vitória. O simples fato de não receber a pior notícia possível já parece motivo para agradecer.

É nesse contexto que muitas famílias começam a repetir para si mesmas:

“Pelo menos ele está vivo.”

Essa frase, embora carregada de esperança, também revela um sofrimento profundo: a redução drástica das expectativas. O sonho de uma vida plena dá lugar a uma espera ansiosa por sobrevivência mínima. O “pelo menos” vira sinônimo de conformismo.

O alívio que também adoece

Viver nesse estado permanente de tensão consome a saúde emocional da família. O coração dispara ao ouvir o telefone tocar. Cada atraso gera pânico. Cada promessa quebrada rouba mais um pedaço da confiança.

Aos poucos, os familiares passam a acreditar que não merecem desejar mais. Que não podem sonhar com a recuperação, com o reencontro, com a dignidade restaurada. E assim, a vida se resume a sobreviver junto com o dependente.

Mas essa postura, embora compreensível, é extremamente perigosa. Porque não desejar mais é aceitar a doença como destino.

A vida é mais do que estar vivo

Sim, ter o ente querido vivo é motivo de gratidão. Mas a vida não pode ser reduzida à ausência de tragédias. A dependência química rouba qualidade de vida, projetos, afetos e até a identidade de quem sofre. Aceitar esse “mínimo” é se contentar com um vazio que continua a corroer a família inteira.

O verdadeiro cuidado começa quando a esperança se expande. Quando se entende que estar vivo não é suficiente — é preciso voltar a viver.

A esperança que não se contenta com pouco

Na Clínica Emunah, trabalhamos para que a recuperação não seja apenas sinônimo de abstinência, mas de transformação. Nosso método une ciência, acolhimento e estrutura para resgatar a autonomia, a autoestima e o convívio saudável.

Porque, para nós, cada pessoa merece mais do que a sobrevivência.

Merece dignidade, equilíbrio e a chance real de recomeçar.

Se você tem repetido para si mesmo “pelo menos ele está vivo”, saiba: não precisa ser só isso.

A vida pode ser maior.

E a Emunah está aqui para mostrar como.

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